O avanço da chikungunya em Dourados continua em ritmo elevado e mantém a rede de saúde sob pressão, segundo detalham os dados atualizados neste domingo (19/4), pela Secretaria Municipal de Saúde. O município já contabiliza 6.147 notificações da doença, dos quais, 2.022 casos foram confirmados e 3.074 seguem em investigação.
O número de casos prováveis chega a 5.096, além de 1.051 descartados. A taxa de positividade está em 65,8%, índice considerado extremamente alto e que indica intensa circulação do vírus.
A pressão sobre os serviços de saúde também é evidente. A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) tem registrado média de 452 atendimentos diários nos últimos 15 dias — número bem acima da média habitual de cerca de 300 atendimentos por dia antes da epidemia.
Além disso, há atualmente 38 pacientes internados com suspeita ou confirmação da doença em hospitais do município. Até este sábado (18/4), erma 48.
O cenário mais grave aparece nos óbitos. Dourados já confirmou oito mortes por chikungunya, sendo sete entre indígenas e um no perímetro urbano de Dourados. Outros dois óbitos seguem em investigação, incluindo uma criança indígena de 12 anos e um idoso de 84 anos com comorbidade.
A taxa de ataque da doença está em 1,9%, o que ajuda a dimensionar o impacto da epidemia na população do município, estimada em pouco mais de 264 mil habitantes.
O relatório também destaca aumento da demanda nas unidades básicas de saúde, especialmente nas regiões urbanas, onde há maior concentração recente de casos.
Diante desse cenário, a análise técnica reforça que a chikungunya continua em circulação intensa em Dourados, com impacto direto na rede de atendimento e necessidade de monitoramento constante.