No dia seguinte a notícias sobre uma possível união entre a senadora Tereza Cristina (PP) como vice do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), o Progressistas emitiu nota adotando neutralidade e enterrando de vez a chapa entre os dois. O filho do ex-presidente segue sem vice para concorrer a eleição de outubro.
Em nota, o Partido Progressistas afirmou que a maioria dos diretórios decidiu por permanecer neutro no processo eleitoral e que não deve convocar Convenção Nacional. Também informou que Tereza Cristina, já foi informada sobre a decisão.
A senadora mais votada de Mato Grosso do Sul era cotada para ser vice, principalmente devido a sua grande influência com o agronegócio brasileiro e falas alinhadas com esse público. Com a decisão do Progressistas, Flávio Bolsonaro perde um importante aliado na campanha.
O PL tenta ampliar aliança para as eleições e busca o apoio do Republicanos e da federação União Brasil-PP. Porém, as duas siglas têm sinalizado que pretendem manter neutralidade na disputa presidencial e dar autonomia aos diretórios estaduais.
Nas redes sociais, o Progressistas recebeu enxurrada de críticas pela decisão. Muitos comentaram dizendo que esperavam uma postura à direita do partido e dizendo que neutralidade é covardia. Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina ainda não comentaram o caso.
A convenção do PP para homologar a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel ocorre neste sábado, dia 1º de agosto.