A Justiça do Paraguai condenou 3 homens a penas somadas de 109 anos de prisão pela chacina que matou quatro pessoas em outubro de 2021, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã. Entre as vítimas estava Haylee Acevedo Yunis, filha do então governador de Amambay, Ronald Acevedo.
Julio César Centurión Cantaluppi e Diego Alexi Vázquez Martínez foram sentenciados a 40 anos de prisão cada. Derlis Javier López Arce foi condenado a 29 anos. Julio e Diego foram autores do ataque a tiros de fuzil que matou as 4 pessoas quando elas saíam de uma casa noturna. O terceiro atirador, identificado como Edson Vargas, continua foragido.
Derlis Arce foi condenado como coautor por atuar como "olheiro" monitorando as vítimas e dado o sinal para que os pistoleiros fizessem o ataque.
A chacina aconteceu na madrugada de 9 de outubro de 2021, quando as vítimas deixavam a Master Eventos, em Pedro Juan Caballero. Pelo menos 100 tiros de fuzil foram disparados na direção do veículo ocupado pelos alvos.
Além de Haylee Acevedo, morreram o namorado dela, Osmar Vicente Álvarez Grance, o “Bebeto”; e as estudantes de medicina Rhamye Jamilly Borges de Oliveira e Kaline Reinoso de Oliveira, as duas de nacionalidade brasileira.
Segundo a polícia paraguaia, Osmar era o único alvo dos pistoleiros. As outras vítimas foram mortas por estarem na companhia dele, como “efeito colateral”.
Para a Justiça do Paraguai, os condenados integravam uma organização criminosa envolvida em homicídios por encomenda na região de fronteira. A investigação apontou que o crime estaria relacionado à disputa pelo controle do tráfico de drogas entre grupos rivais. Os pistoleiros faziam parte do escritório de matadores de aluguel controlado por Marcio Ariel Sánchez Giménez, o “Aguacate”, ex-segurança de Jorge Rafaat Toumani. Aguacate foi morto com 33 tiros em julho de 2023 após ser traído pelos próprios guarda-costas.