Ivanildo Lemes teve a prisão preventiva decretada; este é o 3ª suspensão do servidor em 8 anos
O investigador da Polícia Civil Ivanildo Lemes de Oliveira foi preso em flagrante pela Polícia Militar na tarde de 24 de setembro de 2026, no Distrito de Itahum, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande, após se apresentar armado em uma oficina mecânica da região, ingerir bebida alcoólica e efetuar um disparo de arma de fogo no chão, próximo a trabalhadores do local.
Segundo boletim de ocorrência, a equipe da PM (Polícia Milita) foi acionada por testemunhas que relataram a conduta do investigador. No local, os policiais constataram que Ivanildo estava alterado e apreenderam sua arma funcional, uma pistola Glock G17 calibre 9 mm, acompanhada de munições e o encaminharam para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da cidade.
Na delegacia, o policial alegou em interrogatório que o disparo teria sido acidental no momento em que ele urinava nos fundos do estabelecimento. A versão, no entanto, divergiu dos depoimentos de testemunhas que presenciaram a cena.
Além disso, levantamentos apontaram que o investigador estava em licença médica psiquiátrica e possuía determinação administrativa prévia para a entrega de seu armamento funcional, medida que não havia sido cumprida.
Ele foi autuado em flagrante por disparo de arma de fogo e perturbação do trabalho ou do sossego alheios. O caso foi submetido ao Plantão Judiciário da Comarca de Dourados, a prisão foi convertida em preventiva.
Nesta quinta-feira (1°), a Corregedoria-Geral da Polícia Civil publicou no Diário Oficial do Estado o afastamento compulsório de Ivanildo no período em que estiver preso. A medida correcional inclui o recolhimento imediato de identificação funcional, arma e demais pertences do patrimônio público, além da suspensão do acesso aos sistemas operacionais de segurança pública e de eventuais férias programadas.
Histórico
Em 2023, Ivanildo foi afastado após ser preso por violência doméstica. Na ocasião, o investigador estava lotado na Delegacia de Rio Brilhante e havia sido preso em no dia 8 de setembro em Dourados. Ele foi flagrado com revólver calibre 38 com numeração raspada.
Naquele dia, a polícia foi chamada pela ex-companheira do servidor após ele invadir sua residência com a arma irregular municiada com seis cartuchos. No momento da prisão, ele mostrou mensagens de WhatsApp enviadas pela ex-companheira, convidando-o para ir até a casa dela naquela noite.
Ivanildo negou o arrombamento e disse que entrou para carregar o celular enquanto esperava a ex. Percebendo contradições nas versões da mulher e do policial, o delegado plantonista deixou de lavrar o flagrante por invasão de domicílio, mas manteve a prisão por porte irregular de arma de uso restrito (com numeração raspada).
A ex-companheira dele, de 35 anos, disse em depoimento na Depac da cidade que os dois tiveram relacionamento durante quatro meses e estavam separados desde o dia 3 de setembro deste ano, após uma briga. Segundo ela, Ivanildo não aceitava o fim do relacionamento.
Cinco anos antes, o investigador já havia sido preso e afastado das funções pela Corregedoria-Geral por crimes previstos na Lei Maria da Penha. Em 2018, ele estava lotado na Delegacia de Costa Rica, mas não há detalhes do caso.