Força-tarefa envolvendo o governo federal, agentes de combate às endemias, militares e equipes da saúde pública começa a ser intensificada a partir da próxima semana em Dourados, diante do avanço dos casos de Chikungunya nas comunidades indígenas do município.
Nesta sexta-feira (3/4), o ministro do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, esteve na cidade acompanhando as ações do Comitê de Operação Estratégica e reforçou que a visita simboliza a mobilização conjunta de diferentes ministérios no atendimento emergencial às aldeias.
Segundo o ministro, a presença da equipe federal, com apoio da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), do Ministério da Saúde, Ministério da Defesa, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Regional e da Força Nacional do SUS, demonstra a prioridade dada ao enfrentamento da doença nas comunidades indígenas.
O representante do Ministério da Saúde, Daniel Ramos, detalhou que as ações vão além da assistência aos pacientes e terão foco intenso no controle do mosquito transmissor.
A partir de segunda-feira (6/4), 90 pessoas passarão por capacitação para atuar diretamente nas aldeias. Desse total, 50 são agentes de combate às endemias contratados de forma emergencial e 40 são militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa para atuar no combate ao vetor dentro dos territórios indígenas. Esse reforço se soma ao trabalho que já vem sendo realizado pela Força Nacional do SUS no município.
A coordenadora da Força Nacional, Juliana Lima, explicou que as equipes já atuam diariamente em quatro pontos das duas aldeias, com foco na identificação precoce de casos graves e no apoio direto à vigilância e à assistência em saúde. Durante o fim de semana, inclusive, há reforço no atendimento no Hospital Missão Evangélica Caiuá, em apoio à equipe local.
Apesar das ações em andamento, o cenário epidemiológico ainda é considerado instável. De acordo com Juliana, o comportamento da doença nas aldeias muda diariamente, o que exige monitoramento constante para direcionar as equipes às áreas com maior número de casos agudos.
Além da ampliação do atendimento, as medidas incluem visitas domiciliares para eliminação de focos do mosquito, lacração de caixas d’água, combate às larvas e orientação direta às famílias indígenas. O Exército também colocou à disposição até 90 homens para auxiliar nessas ações dentro das comunidades.
Outra iniciativa inédita adotada foi o envio de alertas bilíngues, em português e guarani, por meio do aplicativo da Defesa Civil, para ampliar o alcance das informações e garantir que as orientações cheguem de forma clara às comunidades indígenas.
A mobilização conjunta busca reduzir a pressão sobre os serviços de saúde e conter o avanço da chikungunya nas aldeias de Dourados, onde o acompanhamento dos casos segue sendo feito diariamente pelas equipes de vigilância.